O portão da fortaleza se abriu com um rangido ancestral, ecoando pelos corredores como um presságio. Todos pararam. Lobos em forma humana, servos, guerreiros… ninguém ousava dar um passo ou sequer respirar alto. Porque o ar tinha mudado.
Um cheiro novo... ou melhor, antigo, tão forte quanto sangue derramado e tão doce quanto o cio da lua cheia.
Aurora estava de volta.
Caminhava entre eles de cabeça erguida, coberta de terra, ferida, mas invencível. Os olhos dela — brilhantes como prata fundida