Acordar não foi como nos filmes. Não houve respiro repentino, olhos arregalados ou máquinas apitando em alerta. Foi um despertar lento, como se voltasse à superfície depois de muito tempo submersa. Primeiro, a luz — suave, filtrada por persianas. Depois, os sons — o bip compassado do monitor cardíaco, o sussurro abafado de vozes no corredor, passos arrastados de alguém com pressa e cansaço ao mesmo tempo.
E então, o cheiro. Um misto de álcool, soro fisiológico e o aroma inconfundível de uma f