Luna recobrou a consciência devagar, como se tivesse de escalar um poço profundo, cada metro exigindo um esforço que seu corpo mal conseguia pagar. A cabeça latejava em pulsos violentos, sincronizados com o coração que batia descompassado no peito machucado. Havia um gosto metálico na língua, sangue seco que rachava o canto dos lábios toda vez que ela tentava abrir a boca.
Quando tentou erguer as mãos para tocar o rosto, sentiu o corte das cordas finas e impiedosas mordendo a pele dos pulsos, o