A mansão Hassan amanheceu envolta em um silêncio diferente naquela manhã, como se as paredes de pedra antiga e os corredores longos tivessem decidido, por comum acordo, abafar qualquer som que pudesse perturbar o que restava de paz depois do inferno da noite anterior. Nada podia perturbar o descanso dela, da princesa Hassan.
A luz do sol, ainda tímida, filtrava-se pelas cortinas de veludo pesado do quarto principal, desenhando finas linhas douradas que atravessavam o lençol imaculado e caíam so