O restaurante ficava em uma área nobre da cidade.
Vidros altos, mesas espaçadas demais, vozes baixas e controladas.
Tudo ali parecia projetado para impressionar — e intimidar.
Benjamin segurava minha mão com mais força do que segurara quando entramos no carro.
Seus olhos se moviam rápido, atentos a cada som: talheres, passos, risadas contidas.
— Está muito barulho? — perguntei, inclinando-me até ele enquanto caminhávamos.
Ele negou com a cabeça e esboçou um sorriso, mas a tensão permanecia esta