A manhã seguinte chegou sem cerimônia. Não houve aquela sensação de último dia dramático, nem despedidas exageradas. Só uma sequência de horas que precisavam ser cumpridas. Benjamin acordou antes do despertador e apareceu no meu quarto ainda de pijama, o cabelo completamente desalinhado.
— Sonhei com o avião — anunciou, se sentando na ponta da cama.
— Foi um sonho bom?
— Foi. Ele era azul.
Sorri, puxando o cobertor de volta para o lugar. Me levantei logo depois, porque ficar na cama parecia err