A decisão não veio em um momento grandioso.
Não teve música, nem revelação repentina, nem frase ensaiada na frente do espelho.
Ela veio numa terça-feira comum.
Benjamin estava sentado no chão da sala, montando o mesmo quebra-cabeça pela terceira vez na semana. Mark falava ao telefone no escritório, a voz baixa, controlada. Eu dobrava roupas no sofá, no automático, quando ouvi apenas uma frase atravessar a porta entreaberta.
— Sim… eu aceito.
Minhas mãos pararam.
Não porque eu não esperava. Mas