O silêncio no fim do restaurante parecia, era um silêncio pesado, constrangedor, cheio de coisas que não deveriam ter acontecido… mas aconteceram mesmo assim. Liana vinha atrás de Dante, tentando andar com normalidade, como se não tivesse acabado de ser comida em cima de uma mesa cara, num lugar fino, enquanto o alfa não se importava com ninguém além dela. A vergonha queimava no rosto, no peito, na alma, e cada passo que dava lembrava ela do detalhe que ainda a deixava mais revoltada: estava sem calcinha, porque o desgraçado tinha rasgado como se fosse papel e ainda teve a ousadia de sorrir como se estivesse fazendo um favor.
Ela segurava a camisa dele apertada contra o próprio corpo, tentando se cobrir sem parecer ridícula. O vestido vermelho ainda estava nela, mas não estava mais perfeito como antes. Uma das alças tinha arrebentado, o decote estava mais aberto do que deveria, e o tecido agora parecia marcar coisas demais… principalmente a marca do que tinha acontecido ali. O cheiro