O ar estava frio.
Frio de um jeito estranho, como se a madrugada tivesse enfiado as unhas na pele dela e não quisesse soltar. Liana abriu os olhos com dificuldade, piscando devagar, tentando entender onde estava… mas tudo parecia fora de lugar.
O céu começava a clarear. Aquela luz pálida de amanhecer, cinza, sem cor, filtrando por entre as árvores altas como dedos fantasmagóricos.
E então ela sentiu a terra úmida sob as costas, o cheiro de ferro, o gosto amargo na boca.
Seu corpo doía, cada mús