A noite já tinha engolido a cidade quando Liana entrou no carro preto.
Era um daqueles carros grandes, silenciosos demais, que pareciam deslizar pela rua em vez de rodar sobre o asfalto. O motorista abriu a porta com respeito, sem perguntas, sem comentários, ela entrou, encostou a cabeça no banco e soltou o ar devagar.
O dia tinha sido longo demais.
Pesado demais.
E mesmo ali, com o céu escuro, voltando para a alcateia, ainda se lembrava das palavras de Anton e aquele nome ainda ecoava em sua