Sandra entrou no quarto como um vendaval.
A porta bateu com tanta força que a madeira tremeu no batente e o som ecoou pelo corredor. Ela não se importou se alguém ouviu, não se importou se a alcateia inteira acordasse, se o teto caísse, se o mundo pegasse fogo.
Na verdade…
Ela queria que pegasse.
— DESGRAÇADAS! — gritou, a voz rasgando o ar, os olhos brilhando de ódio. — MALDITAS! EU VOU MATAR AQUELAS DUAS!
Elena e Cassandra estavam sentadas, uma em cada lado do quarto, como se esperassem por aquilo desde o momento em que Dante atravessou os portões com Liana e Mason trouxe outra humana escandalosa.
E agora…
Agora a bomba explodia.
Sandra avançou pelo quarto como uma louca, jogando um vaso de flores na parede com toda força. O vidro se espatifou, pétalas voando por toda parte. Ela pegou um porta-retrato da estante e arremessou, fazendo a imagem de um evento antigo da alcateia estourar em fragmentos.
— UMA HUMANA JÁ ERA UM ABSURDO! — ela cuspiu, andando de um lado para o outro, as mãos