14. Certo?
O jantar virou uma daquelas cenas que não estavam no planejamento… e que simplesmente acontecem.
Márcia organizava tudo com a eficiência de quem já desistiu de entender a lógica daquela casa. Isabela sentada à mesa, Henrique encostado no balcão mexendo no celular, Leandro observando tudo com aquele olhar atento demais para alguém “de folga”. As crianças falavam ao mesmo tempo.
— Ela pode ficar aqui? — Alice perguntou, apontando para debaixo da mesa.
— Não — respondi automaticamente.
— Ela fica quietinha — Lucas garantiu.
Henrique riu.
— Relaxa, Rafael. Deixa a cachorra viver.
— Ela pode viver, só não pode ficar aqui.
— Porque não? Ela ta quietinha.
Isabela ergueu a taça.
— Um brinde à coragem do meu irmão — disse. — Que adotou um cachorro quase contra a própria vontade.
— A unica coisa que estou fazendo contra minha vontade é receber vocês três aqui nesse momento.
Eles riram.
— Então um brinde a Eliza que convenceu você a arrumar um cachorro — Henrique completou, divertido.
Leandro e