13. Revolução
Eu devia saber que nada sairia exatamente como planejado no momento em que abrimos a porta de casa.
Luna saiu da caixa de transporte como se tivesse sido libertada de uma prisão injusta. Patas pequenas escorregando pelo piso, orelhas levantadas, rabo abanando em velocidade máxima. Correu pela sala, derrapou perto do sofá, foi até a escada, voltou… animada demais para qualquer noção de limite.
— Luna! — Alice gritou, rindo.
— Luna! — Lucas tentou chamar, sem a menor autoridade.
Márcia surgiu da cozinha com o pano de prato no ombro e a expressão exata de quem acabou de perceber que o eixo da casa tinha se deslocado alguns graus.
— Senhor Rafael… — ela parou, olhando a cachorra passar correndo ao seu lado. — O que… é isso?
— Um cachorro — respondi, seco.
— Cachorra! — Alice corrigiu. — O nome dela é Luna.
Márcia piscou.
— Um… cachorro?
— É nossa! — Lucas falou rápido, se colocando na frente da Luna como se precisasse protegê-la. — A gente adotou!
— Adotou? — Márcia me olhou, claramente t