Foi numa dessas manhãs, enquanto eu ajudava Sophia a plantar margaridas, que Mingau voltou com algo na boca.
— Olha, Mauren! O Mingau trouxe um presente! — gritou Sophia, correndo atrás dele.
O gato, com ar de missão cumprida, largou o objeto na grama e se lambeu, indiferente.
Era um pingente.
Pequeno, prateado, com uma flor gravada — margarida, exatamente igual às do canteiro.
Mas o que me fez o coração parar foi a inscrição na parte de trás, quase apagada pelo tempo:
“Para minha flor favorit