Foi numa terça-feira, às três da manhã, que tudo começou.
Eu estava sonhando com margaridas — sonhando que caminhava por um campo infinito de flores amarelas, com Sophia correndo à minha frente e Arthur me esperando no horizonte — quando senti uma dor estranha na barriga.
Não era uma dor qualquer. Era uma dor que subia e descia, como uma onda, apertando tudo por dentro.
Abri os olhos devagar, piscando no escuro do quarto. O relógio digital marcava 3h17.
— Arthur — chamei, baixinho.
Ele acordou