Foi numa manhã de terça-feira, enquanto eu amamentava Bernardo na varanda, que Arthur desceu as escadas com uma pasta debaixo do braço e aquele brilho nos olhos que eu já tinha aprendido a reconhecer — o brilho de quem está prestes a anunciar algo importante.
— Amor — ele começou, sentando-se ao meu lado no banco de madeira. — A gente precisa conversar sobre a fundação.
— A fundação? — perguntei, ajeitando Bernardo no meu colo. — A gente já tá conversando sobre isso há meses. Os documentos tão p