Foi numa tarde de domingo, enquanto eu amamentava Bernardo na varanda, que Sophia apareceu com aquele olhar que eu já tinha aprendido a reconhecer — o olhar de quem está prestes a pedir algo importante.
— Mãe Mauren — ela começou, sentando-se ao meu lado no banco de madeira. — Eu preciso te pedir uma coisa.
— Pede, flor — respondi, ajeitando Bernardo no meu colo.
Ela ficou em silêncio por um momento, brincando com a barra do vestido amarelo.
— Eu quero visitar a minha mãe biológica — ela disse,