O carro parou em frente ao portão da casa às quatro da tarde de uma sexta-feira ensolarada.
Arthur tinha insistido em me buscar pessoalmente no hospital, recusando qualquer motorista, qualquer enfermeira, qualquer ajuda externa. Ele mesmo carregou o bebê-conforto com Bernardo dentro como se fosse a coisa mais preciosa do universo — o que, na verdade, era.
Eu estava exausta. Os hormônios ainda em frangalhos, o corpo dolorido, os seios pesados, mas o coração... ah, o coração estava transbordando.