A manhã de terça-feira amanheceu com uma tranquilidade que, nos últimos meses, eu tinha aprendido a desconfiar. Mas, desta vez, a calma não era o prenúncio de uma tempestade. Era a calmaria depois que a verdade finalmente havia vencido.
Estava na cozinha, preparando o café, quando Regina entrou. Ela não usava o tailleur cinza de sempre; estava com uma blusa de seda azul e um sorriso que ia de orelha a orelha. Na mão, segurava o Jornal da Tarde da edição impressa, algo raro nos dias de hoje, mas