O sol da manhã iluminava o jardim quando o jornalista chegou.
Era Carlos Mendes, repórter do Jornal da Tarde, um homem de meia-idade com olhos cansados mas honestos, cabelos grisalhos e um caderno surrado nas mãos. Tinha sido ele quem cobrira o sequestro de Sophia com discrição, sem expor a menina, sem transformar dor em espetáculo.
— Obrigado por vir — disse Arthur, apertando sua mão na varanda.
— Obrigado por confiar em mim — Carlos respondeu, com voz calma. — Prometo: nenhuma palavra será di