Paris amanheceu com uma luz suave, quase melancólica, como se a cidade soubesse que estávamos de partida. O céu estava limpo, mas havia uma brisa fresca que fazia as cortinas da varanda dançarem como despedida.
Arthur já estava acordado, dobrando nossas roupas com cuidado dentro das malas. Sobre a cama, nossa pasta de couro — agora cheia de ingressos, cartas, pétalas secas, desenhos e pinturas — repousava como um tesouro.
— Pronta pra voltar pra casa? — perguntou ele, sem tirar os olhos do que f