Naquela madrugada…
Eu acordei com dor.
Não dúvida.
Não “talvez”.
Dor.
Profunda.
Rítmica.
Inconfundível.
Fiquei imóvel por um segundo.
Sentindo.
Contando.
Respirei.
Veio outra.
Mais forte.
— Arthur… — chamei, baixo.
Ele acordou na hora.
Como se nunca tivesse dormido.
— O que foi?
— Acho que… começou.
Silêncio.
Um segundo.
Dois.
E então…
ele sentou na cama rápido demais.
— Começou? Tipo… começou?
Assenti.
Outra contração veio.
Fechei os olhos.
Respirei fundo.
— Tá — ele levantou. — Tá, tá, tá.
Co