De manhã…
O despertador nem sempre tocava.
Mas a casa… acordava mesmo assim.
— Mãe!
— Mamãe!
— Já tô indo!
Abri os olhos antes de levantar.
Um segundo de silêncio…
e depois o mundo voltando.
Virei o rosto.
Arthur já não estava na cama.
Claro que não.
Sentei devagar.
O corpo ainda lembrava que o dia começava cedo demais.
Mas o som lá fora…
valia a pena.
— NÃO É ASSIM!
— É SIM!
— NÃO É!
Sorri sozinha.
Levantei.
Fui até a cozinha.
E encontrei o cenário de sempre.
Mateo em cima da cadeira.
Tentando