Naquela madrugada…
O choro veio baixo.
Mas suficiente.
Eu abri os olhos devagar.
Demorei um segundo pra lembrar onde estava.
Outro… pra lembrar de tudo.
Hospital.
Quarto.
E… ele.
O som veio de novo.
Pequeno.
Insistente.
Virei o rosto.
O berço ao lado da cama.
Movimento leve.
Braços pequenos se mexendo no ar.
Meu peito apertou.
— Ei… — sussurrei.
Tentei me levantar.
O corpo protestou na hora.
Pesado.
Dolorido.
Real.
Antes que eu insistisse…
Arthur já estava de pé.
Eu nem vi ele acordar.
Só… esta