O carro parou em frente a uma farmácia pequena.
Luz branca demais.
Vidro limpo demais.
Calma demais.
Quase artificial.
Arthur desligou o motor, mas não fez menção de sair imediatamente.
Os olhos ainda na rua.
Atentos.
Observando cada detalhe como se tudo pudesse esconder alguma coisa.
Talvez pudesse mesmo.
— A gente precisa de algumas coisas — ele disse, por fim. — E você precisa comer alguma coisa.
Soltei um pequeno suspiro.
Cansada.
Mais do que eu queria admitir.
— Eu tô bem.
E