O quarto estava em silêncio.
Mas não vazio.
Era aquele tipo de silêncio…
que aconchega.
Arthur estava deitado ao meu lado, um braço apoiado atrás da cabeça, o outro passando devagar pela minha mão, distraído.
Como se precisasse daquele contato tanto quanto eu.
Eu estava de lado, de frente pra ele.
Observando.
Memorizando.
Porque, mesmo com tudo acontecendo…
aqueles momentos ainda eram raros.
— Você tá pensando — ele murmurou.
A voz baixa.
Quase sonolenta.
Mas atenta.
Sempre.
Sorri de leve.
— Se