A casa ainda estava quieta quando descemos.
Mas não era o mesmo silêncio de antes.
Agora… era um silêncio que eu escutava.
Que eu analisava.
Que eu não confiava.
Alice vinha ao meu lado, com passos leves, mas firmes.
Diferente.
Não era mais a garota que reagia.
Era alguém que escolhia.
E isso… mudava tudo.
Descemos os últimos degraus.
A cozinha já estava acesa.
E Helena estava lá.
De costas.
Mas, no segundo em que nossos passos foram ouvidos—
ela se virou rápido demais.
Assustada.
Não surpresa.