Acordei antes mesmo do despertador tocar.
Fiquei alguns segundos olhando para o teto do quarto da pensão, tentando entender por que tinha despertado tão cedo. O quarto ainda estava meio escuro, a luz da manhã começando a entrar pelas frestas da cortina.
Então lembrei.
Hoje Sophia faria cinco meses.
Meu peito apertou de um jeito estranho, silencioso.
Cinco meses.
Era impossível não imaginar como ela estava. Se já estava rindo mais alto. Se continuava fazendo aquele barulhinho engraça