Sophia percebeu.
Antes de qualquer palavra.
Antes de qualquer explicação.
Ela percebeu.
— Por que vocês tão estranhos?
A pergunta veio no café da manhã.
Simples.
Direta.
Perigosa.
Eu quase engasguei.
Arthur ficou imóvel por um segundo.
— Estranhos como? — ele tentou.
Ela estreitou os olhos.
Observando.
Analisando.
Cinco anos… e investigadora profissional.
— Felizes demais.
Silêncio.
Eu olhei pra ele.
Ele olhou pra mim.
Droga.
— A gente não pode estar feliz? — perguntei.
El