Alguns meses depois…
O tempo não passou.
Ele… aconteceu.
De um jeito silencioso.
Constante.
Quase imperceptível… até não ser mais.
Minha barriga já não era mais um segredo.
Nem um começo invisível.
Era presença.
Era curva.
Era vida ocupando espaço.
— Ele chutou!
A voz da Sophia ecoou pela sala.
Alta.
Indignada.
— Eu falei que ele chutou!
Arthur apareceu na porta quase na mesma hora.
— Quem chutou quem?
— Ele! — ela apontou direto pra minha barriga. — Ele chutou minha mão!
Cr