A estrada parecia não ter fim.
Campos escuros passavam pela janela do ônibus como sombras silenciosas, iluminados apenas pelos faróis ocasionais de um carro perdido na madrugada.
Eu tinha escolhido o assento no fundo.
Mais escondido.
Mais distante de todo mundo.
Minhas mãos ainda estavam frias, mesmo depois de horas de viagem. Não era apenas o ar-condicionado do ônibus.
Era o peso da decisão.
Quando o motorista anunciou a cidade pelo alto-falante, demorei alguns segundos para perc