O ar no quarto de Mia parecia ter sido sugado por um vácuo. Meus joelhos cederam e eu me apoiei na cômoda de marfim, sentindo a bile subir pela garganta. O desenho no caderno não era apenas uma arte infantil; era uma sentença de morte escrita na minha língua materna por uma menina que mal deveria saber que o Brasil existia.
— Mia... — minha voz saiu como um estilhaço de vidro. — Quem te disse essas palavras? Quem falou sobre o Coração de Jade?
Mia fechou o caderno devagar, seus dedinhos pálidos