A umidade do túnel subterrâneo infiltrava-se em meus ossos, mas não era o frio que me fazia tremer. Era a pressão do metal do cano da pistola de Marco contra a minha têmpora, um lembrete constante de que minha vida valia menos que o silêncio que eu guardava.
Ao meu lado, Mia soluçava baixo, seus pequenos pés tropeçando nas pedras irregulares do caminho. Cada vez que ela fraquejava, Marco a puxava pelo braço com uma brutalidade que me fazia ver vermelho. Estávamos sendo levadas para o coração da