ARIEL MACEY
A água gelada lavava as minhas lágrimas, misturando o sal da minha dor com a sujeira da calçada, mas não conseguia lavar a sensação de vazio que se expandia no meu peito, ocupando todo o espaço.
A mala de rodinhas fazia um barulho irritante no asfalto molhado, o único som além da tempestade e da minha respiração entrecortada.
Estava frio. Um frio que penetrava o casaco encharcado, a pele, a carne e se alojava nos ossos. Mas eu continuava andando. Um passo. Depois outro. Afastando-