ARIEL MACEY
— Eu sabia que havia um vazamento e preparei a isca. No fim foi você quem mordeu.
O alívio rapidamente me inundou por saber que a empresa estava segura, que eu não tinha arruinado o trabalho da vida dele.
— Dante...
Ele não olhou para mim. Ele olhou para o relógio na parede, como se eu fosse apenas um compromisso desagradável que ele precisava encerrar.
— Você tem dez minutos — ele decretou.
— O quê? — Pisquei, atordoada.
— Dez minutos para subir, colocar suas coisas numa mala e sair da minha casa.
— Dante, por favor... — Dei um passo instintivo na direção dele, com a mão estendida, buscando qualquer resquício do homem de horas atrás.
— NÃO SE APROXIME! — Vi o peito dele arfar. Ele parecia estar se contendo para não quebrar algo. — Dez minutos, Ariel. Se em dez minutos você não estiver do lado de fora daquele portão, eu chamo os seguranças e mando eles te jogarem na calçada. E acredite, eles não serão gentis.
As lágrimas transbordaram, quentes