ARIEL MACEY
Abri os olhos na escuridão. O relógio digital na mesa de cabeceira marcava 03:12.
A hora das bruxas. A hora dos ladrões.
Senti o braço de Dante sobre a minha cintura, prendendo-me na cama, prendendo-me a ele. A respiração dele era rítmica, profunda e quente contra a minha nuca. Ele estava em sono profundo.
Engoli a bile que subiu na minha garganta. O enjoo matinal, ou melhor, o enjoo da madrugada, estava se tornando meu despertador biológico. Mas hoje, a náusea não era apenas pe