ARIEL MACEY
Abri os olhos na escuridão. O relógio digital na mesa de cabeceira marcava 03:12.
A hora das bruxas. A hora dos ladrões.
Senti o braço de Dante sobre a minha cintura, prendendo-me na cama, prendendo-me a ele. A respiração dele era rítmica, profunda e quente contra a minha nuca. Ele estava em sono profundo.
Engoli a bile que subiu na minha garganta. O enjoo matinal, ou melhor, o enjoo da madrugada, estava se tornando meu despertador biológico. Mas hoje, a náusea não era apenas pela gravidez. Era pelo que eu tinha que fazer.
FLASHBACK TRÊS HORAS ANTES...
Eu estava no banheiro, fingindo tomar banho, com a água do chuveiro ligada no máximo para abafar o som da minha voz e do meu choro, quando meu celular vibrou sobre a pia.
— Alô?
— O contrato será assinado em quarenta e oito horas, Ariel. — A voz de Henrico tinha urgência. — Meus informantes confirmaram.
— Deixe ele vencer, Henrico. Você já tem o império do seu avô.
— Se Dante se fortalecer demais, ele virá atrás d