DANTE VELASQUEZ
Não havia álcool turvando minha mente desta vez. Tenho certeza que o desejo acabará depois de hoje.
Depositei-a no colchão. Ariel me olhou de baixo, com os cabelos ruivos espalhados pelo travesseiro como fogo líquido, os lábios inchados pelo meu beijo e os olhos castanhos escurecidos pela luxúria.
Afastei-me apenas o suficiente para tirar minha calça de moletom. O movimento foi rápido, impaciente. Fiquei nu diante dela, sem vergonha, deixando que ela visse exatamente o quanto ela me afetava. O quanto eu a queria.
Voltei para a cama, ficando sobre ela, apoiando meu peso nos antebraços para não esmagá-la, enjaulando-a entre meu corpo e o colchão.
— Sem pressa — lembrei a mim mesmo em voz alta, roçando meu nariz no pescoço dela, inalando aquele cheiro que já estava impregnado no meu subconsciente. — Vamos fazer isso direito.
Minhas mãos desceram para a barra daquela camiseta velha e ridícula. Puxei o tecido para cima devagar, revelando centímetro por centímetro