ARIEL MACEY
Minhas pernas ainda tremiam.
Não era visível a olho nu. Se alguém olhasse para mim sentada no banco de couro bege do carro, veria apenas a babá de Luna olhando pela janela, com as mãos cruzadas sobre o colo de forma comportada. Mas por dentro, meus músculos vibravam com uma memória fantasma que se recusava a desaparecer.
Saí do quarto dele na noite passada não porque estava saciada, mas sim porque estava apavorada.
Quando Dante gozou, e veio aquele silêncio pós-sexo... eu tive a certeza absoluta de que, se eu ficasse, montaria nele e faríamos de novo, então não conseguiria mais separar a Ariel profissional da Ariel Mulher.
Por isso, fugi.
Mas a fuga não resolveu a fome. Eu acordei querendo ele. Tomei café querendo ele. E agora, indo para a empresa dele, sentada a meio metro de distância, eu o queria ainda mais.
Dante estava focado em seu tablet, digitando furiosamente. Ele não tinha olhado para mim desde que entramos no veículo.
Luna estava entre nós, balan