ARIEL MACEY
— Você... você me acha bonita? — A pergunta saiu dos meus lábios antes que eu pudesse contê-la.
Não era vaidade. Era choque. Aquele homem, que me olhava como se eu fosse uma mancha no tapete persa dele, tinha acabado de admitir, no meio de uma briga furiosa, que achava meu rosto bonito.
Dante me encarou. Os olhos dele escureceram ainda mais, focando na minha boca por um segundo antes de subirem para os meus olhos com um desprezo renovado.
— Do que isso serve? — ele perguntou com a voz rouca e cruel. — Beleza é comum, Ariel. Você chuta uma árvore nesta cidade e caem dez mulheres bonitas. Mas a maioria delas sabe quando calar a boca e seguir ordens. A sua beleza é anulada pelo fato de que sua personalidade é uma merda completa.
O choque se transformou em indignação instantânea. Senti o calor subir pelas minhas bochechas.
— Olha quem fala! — soltei uma risada incrédula. — Você é o sujo falando do mal lavado, Sr. Velasquez.
Dei a volta na cadeira onde eu estava