ARIEL MACEY
— Você... você me acha bonita? — A pergunta saiu dos meus lábios antes que eu pudesse contê-la.
Não era vaidade. Era choque. Aquele homem, que me olhava como se eu fosse uma mancha no tapete persa dele, tinha acabado de admitir, no meio de uma briga furiosa, que achava meu rosto bonito.
Dante me encarou. Os olhos dele escureceram ainda mais, focando na minha boca por um segundo antes de subirem para os meus olhos com um desprezo renovado.
— Do que isso serve? — ele pergunto