ARIEL MACEY
Afastei-me da parede, ajeitei a alça da minha bolsa, peguei minhas coisas na sala e caminhei em direção às escadas. Eu tinha um trabalho a fazer.
Subi os degraus tentando recompor minha expressão. Eu não podia deixar Luna me ver desmoronando. Ela era perceptiva demais, inteligente demais para a idade dela.
Quando cheguei ao corredor do segundo andar, a porta do quarto dela estava aberta. Guardei minhas coisas no meu quarto e voltei para o dela.
Luna estava sentada no tapete felpudo, já havia tomado banho e trocado de roupa. Estava cercada pelas sacolas de compras que tínhamos trazido. O urso gigante estava sentado numa cadeira como um convidado de honra, e ela estava organizando suas tintas novas com uma concentração adorável.
Ao me ver, ela levantou a cabeça. O sorriso que iluminou o rosto dela foi como um bálsamo na minha alma ferida. Ela largou os pincéis e bateu no espaço vazio do tapete ao lado dela, convidando-me a sentar.
Forcei os cantos da minha boca