Acordei do jeito mais gostoso de todos, com o peso leve do corpo da Alana encostado no meu. Ela respirava devagar, a mão espalmada no meu peito como se tivesse passado a noite inteira se certificando de que eu continuava ali.
Por um instante, deixei meu mundo ficar simples: o cheiro dela, o lençol quente, o silêncio confortável.
Mas a vida não gosta de deixar nada simples por muito tempo.
Beijei a testa dela.
— Bom dia, meu amor.
Ela abriu os olhos devagar, com aquele sorriso tímido que mexia comigo num nível que eu nem sabia que existia.
Fomos pro quarto da Livia e ela não estava la, descemos juntos para o café, de mãos dadas. Meus pais já estavam à mesa, Livia na cadeirinha, com uma torrada pela metade e Nina de olho, pronta pra atacar migalhas.
— Ué Livia acordou cedo? — Perguntei dando um beijo na minha princesa.
— Pois é, passei pra ver ela e ela acordou e já quiz levantar.
— Ta cheia de energia ja
Depois de alguns minutos de conversa tranquila, perguntei:
— Vocês não iam embora