A tarde tinha virado um raro intervalo de paz.
Eu, Alana e Livia estávamos sentados no tapete da sala, fingindo que o quebra-cabeça de 30 peças era um desafio épico. Livia ria alto cada vez que a Alana errava de propósito, só pra ouvir a gargalhada dela mais uma vez.
E eu…
Eu só conseguia olhar pras duas e pensar que, apesar do caos, aquela era a vida que eu queria.
A campainha tocou.
Livia nem ligou, ocupada demais tentando colocar uma peça de cabeça pra baixo. Mas eu sabia quem era. O advogado nunca atrasava.
— Eu já volto, princesa — murmurei, beijando o topo da cabeça dela.
Quando me levantei, Alana me olhou com aquele sorriso pequeno, cansado, mas forte. O tipo de sorriso que dizia “vai lá, eu aguento”. Deus… eu queria colocá-la num cofre e blindar do mundo inteiro.
Mas o mundo insistia em bater na porta.
***
O advogado entrou no escritório e fechou a porta atrás de si.
— Tem coisa grande pra te contar — ele disse, sem rodeios.
— Ótimo — respondi, cruzando os braços. — Porque e