— Seus pais parecem muito próximos — comentei, tentando quebrar o silêncio leve que se formou. — É bonito de ver.
— São, sim. — respondeu, pegando os pacotes de chá no armário. — Sempre foram meu porto seguro.
— Dá pra ver que eles têm orgulho de você.
Ele soltou um riso curto, sem humor.
— Espero que sim. Mas às vezes acho que decepcionei os dois quando parei de viver de verdade.
— O importante é o que faz no presente — murmurei, sem conseguir disfarçar o quanto aquelas palavras me tocavam.
—