A batida na porta veio seca.
Firme.
Como se não aceitasse ser ignorada.
Natália se levantou num pulo, o coração acelerado. Ela sabia quem era antes mesmo de abrir.
Quando a porta se abriu, Nicolas estava ali.
Terno escuro. Olhar fechado. A tensão no corpo era quase palpável.
— Você não devia ter vindo — ela disse, mesmo dando espaço para ele entrar.
— Você não devia ter ficado sozinha — respondeu.
Ele fechou a porta atrás de si e, por alguns segundos, apenas a encarou. Como se estivesse conferi