Henrique não dormiu.
Não por medo.
Mas porque estava calculando.
Sempre houvera uma carta final. Algo guardado. Uma peça que ninguém conhecia completamente.
Ele abriu o cofre embutido atrás do quadro na parede do escritório. Retirou uma pasta fina. Antiga. Intocada há anos.
— Se eu caio, ninguém sai limpo — murmurou.
Na manhã seguinte, a notícia explodiu antes das oito.
“Documento aponta possível irregularidade anterior à gestão atual.”