O quarto era pequeno. Simples. Temporário.
Natália sentou na cama e deixou a bolsa cair ao lado, sentindo o silêncio pesar.
Não havia passos de criança pelo corredor, nem o cheiro do café forte que Nicolas sempre tomava cedo demais.
Ali, ninguém a conhecia como Nati.
Ali, ela era só Natália.
No primeiro dia, tentou manter a rotina.
Currículos enviados.
Agências contatadas.
Promessas vagas.
— Te ligamos — diziam.
Ela desligava com educação e respirava fundo.
À noite, a solidão era mais cruel.
N