07. Os cross
Atlas Cross
Essa mulher ainda seria a culpada pela minha loucura.
O que eu estava prestes a fazer? Ao mesmo tempo que eu queria acabar com ela e descobrir o que sabia sobre a morte do meu irmão, eu queria Elise Quinn por perto.
Perto até demais.
Ela era uma feiticeira.
A bebida ainda corria no meu sangue quando Kane me aguardava. Eu levei as mãos até a testa, sem paciência.
— Preciso de água antes de falar com você. — rosnei.
Entrei no lavabo do andar de baixo e girei a torneira no máximo. Joguei água no rosto, no pescoço, nos cabelos.
Encarei o espelho e a imagem veio sozinha: Elise, colada em mim, a mão dela no meu peito, os lábios tão perto que eu podia sentir o calor da respiração.
Meu corpo reagiu.
— Dio mio… — sussurrei, apoiando as mãos na pia. — Que merda é essa.
Eu podia ter qualquer mulher que quisesse. Sempre foi assim.
Filho bastardo, mas com o sobrenome certo, dinheiro no bolso e arma na cintura: nunca faltou corpo se oferecendo.
Mas nenhuma delas mexeu comigo desse jei