Mundo de ficçãoIniciar sessão"Eu o contratei para me vingar, mas acabei assinando minha própria sentença." Sky Bittencourt guardou sua virgindade por dez anos para um homem que a traía com sua melhor amiga na véspera do altar. A vingança foi pública e brutal, expondo o vídeo da traição no telão na igreja diante de todos, mas o vazio em seu peito pedia um anestésico. Em uma noite de fúria, ela decidiu que seu "des-casamento" merecia gim e um gigolô. O que ela não sabia era que o homem de olhos verdes e mãos possessivas não era um prostituto, mas Rocco Blackwood: o herdeiro do império que ela mais odeia no mundo, o mesmo responsável pela morte de sua mãe e pela ruína de seu pai. E é o novo chefe arrogante que ela é obrigada a suportar. Drogada pelo ódio e afundada em dívidas, Sky se vê sem saída e toma uma decisão desesperada: coloca seu corpo em um leilão de luxo no submundo do Ambrósia Club. Ela só não contava que seria comprada por um mestre misterioso que exige submissão total e o uso permanente de uma venda. Agora, Sky vive uma vida dupla perigosa. De dia, ela enfrenta a arrogância de Rocco Blackwood, o chefe que ela jura destruir. À noite, ela se entrega aos toques e ordens de um estranho que a domina no escuro. Ela odeia o homem que comanda sua carreira, mas está viciada no homem que governa seu corpo, sem imaginar que os dois são a mesma pessoa. Ela quer destruí-lo pelo que ele representa. Ele quer dominá-la, amarrá-la e possuí-la até que não reste nada de sua resistência. Quem cairá primeiro nessa estrutura de prazer, dor e ódio? Em um jogo de labirintos de concreto e desejos proibidos, quem cairá primeiro quando a verdade for revelada?
Ler maisEsta obra faz parte do Nandark Verso e se passa no mesmo universo de "O Bilionário Obcecado pela Babá Virgem do clube proibido--- Disponivel na plataforma". Se você já conhece o Ambrósia Club , prepare-se: o Império continua, e as regras de prazer e dor são ditadas por um novo e implacável Imperador.
Conteúdo Adulto: Esta história contém cenas de sexo explícito, linguagem de baixo calão e conteúdo erótico intenso.
Práticas de BDSM: A trama aborda dinâmicas de dominação e submissão, incluindo o uso de cordas (shibari), palmatórias, chicotes e restrição de movimentos.
Consensualidade: Todas as práticas de BDSM retratadas no Ambrósia Club e no contrato entre Rocco e Sky são tecnicamente consensuais, baseadas em um acordo mútuo de troca de benefícios por posse.
Temas Sensíveis: A história apresenta situações de traição familiar cruel, luto pela perda dos pais e pressões financeiras extremas.
Dominação Obsessiva: O protagonista masculino possui uma personalidade possessiva e controladora (Dark Romance), agindo como um dominador que exige entrega total.
Recomendado para maiores de 18 anos. Entre por sua conta e risco no mundo de prazer, dor e ódio de Rocco Blackwood.
POV/SKY
O som de carne batendo contra carne ecoa pelo corredor vazio da Gouveia Construtora. É um estalo úmido, rítmico, que faz meu estômago dar um solavanco antes mesmo de eu chegar à porta. Não preciso nem ver para saber o que está acontecendo: meu noivo está me traindo.
Minha mão treme tanto que essa merda de celular parece que vai escorregar da minha palma suada. O visor marca 20:56. E puta que pariu! Amanhã, a essa exata hora, era para eu estar num hotel de luxo, toda romântica, entregando a única coisa que me sobrou: minha virgindade. Amanhã era para iniciar o "felizes para sempre". O momento em que eu alcançaria o topo, o ápice da vida que me restou.
Mas eu não estou no céu. O som que vem daquela sala me j**a direto no inferno. E, como dizem: quanto maior a altura, maior a queda. Principalmente aqui, dentro desta empresa que foi fundada em cima das cinzas da desgraça do meu pai.
Os gemidos que vêm de lá de dentro são uma mistura nojenta de prazer e deboche. Cada arquejo daquela maldita me acerta como um soco direto no estômago. As lágrimas insistem em cair enquanto a ficha cai junto, borrando a maquiagem que levei quase uma hora fazendo para ficar bonita.
Que bosta.: como eu fui tão idiota?
Eu vim aqui toda fofa fazer uma surpresa para o homem que conheço desde os nove anos. Meu namorado desde os quinze, o 'porto seguro' que segurou minha mão em cada crise depois do acidente dos meus pais. O Victor disse que ia trabalhar até tarde para deixar tudo pronto para a nossa lua de mel na Itália, e eu, otária, trouxe sushi sua comida favorita para recompensar esse 'esforço'.
Mas o cavalheiro, o santo que jurou honrar minha virgindade até o altar, está ocupado demais agora fodendo a Sofia. Minha melhor amiga. Minha prima. A pessoa que eu chamava de irmã e em quem confiava cada segredo da minha vida."
Pela fresta da porta, eu vejo o Victor com as calças amontoadas nos joelhos. A camisa branca que eu passei com todo carinho no final de semana passado está toda amassada enquanto ele a prensa contra a mesa de reunião. Ele empurra a cabeça da Sofia para baixo com força. O olhar dele tá vidrado, um tesão animal, nojento. A mesa de madeira range com o peso dos dois.
— Fode... fode com força, Victor! — a voz da Sofia rasga o silêncio. — Faz comigo o que você não tem coragem de fazer com a sua noivinha.
— Gostosa... — ele dá um tapa na bunda dela, e o som do rosnado e tapa me dá náusea.
A bile sobe amarga, queima minha garganta. Eu sinto um vazio no estômago que parece que vou desmaiar. Me firmo na parede e puxo a respiração algumas vezes até conseguir controlar.
Ouvir aquilo é como levar uma facada: eu passei os últimos meses fazendo uma dieta rigorosa. Me privei de calorias, de doces, de cada grama de prazer porque precisava estar "perfeita" para o vestido de noiva. Inclusive o vestido que a Sofia me ajudou a escolher, porque destacava minhas curvas. Sem contar que a dieta foi ela quem pegou na internet, alegando que o Victor ia gostar se eu fosse mais magra.
Agora eu entendo como ela tinha tanta certeza.
Me mutilei psicologicamente porque, como ele disse, ninguém gosta de noiva gorda. E agora, aqui estou eu, vazia por dentro e por fora, assistindo ao homem por quem me sacrifiquei devorar a minha própria irmã de outra mãe.
Engulo o choro, limpo o rosto com o dorso da mão e firmo o pulso. Aponto a câmera do celular para o vão da porta.
A Sofia está em pé, com as duas mãos espalmadas sobre a minha mesa de reuniões e o corpo totalmente empinado enquanto o Victor a possui por trás. Ela solta um gemido de deboche, os cabelos loiros bagunçados grudando no suor do rosto; ela vira o pescoço para o lado e ele se inclina para beijar a sua boca com uma fome que me dá náuseas. Um beijo faminto, com tanta saliva que sinto o gosto do asco na minha própria boca. Que merda de cena. Que lixo de gente.
— Quero você inteira... agora — ele rosna.
Ele puxa uma das pernas de Sofia e a alça para cima da mesa, deixando-a com um pé no chão e o outro elevado, abrindo-a ainda mais para ele. É uma urgência agressiva, uma entrega bruta que ele nunca teve coragem de demonstrar por mim. Sem qualquer hesitação, ele se posiciona e a invade com violência pela entrada de trás, sem qualquer cerimônia. O som do impacto é seco, cruel. Sofia j**a a cabeça para trás e solta um grito que mistura dor e êxtase. Para mim, parece apenas o som do meu mundo sendo reduzido a pó.
— Vou chegar lá, porra! Você é deliciosa demais.
Sofia. Minha prima. A mesma que me abraçou ontem e disse que as rosas do buquê tinham que ser amarelas porque "ele gostava". É claro que ela sabe o gosto dele. Lógico que sabe. Sinto uma vontade avassaladora de queimar aquele buquê, de queimar os dois, esse prédio e o mundo. E mandar esse casamento ir à merda.
— Eu te amo... — Sofia sussurra entre arquejos lá dentro.
— Eu também — o Victor responde, a voz morrendo quando beija o pescoço dela.
— Você me ama mais do que a sua noiva?
— Amo o que você faz comigo, amor... porque eu amo te comer. Como a gente pode se apaixonar por alguém que eu nunca nem toquei?
Aperto o botão para encerrar o vídeo.
Ele urra uma última vez, se retira de dentro dela e usa a própria camisa para limpá-la. Um gesto que me faz querer arrancar meus próprios olhos. Lembro das vezes em que eu ia visitá-lo, recolhia as roupas dele para lavar e a camisa exalava aquele cheiro estranho, uma mistura de água sanitária e saliva.
Faz todo sentido agora. O desgraçado se aliviava nela antes de vir me beijar na testa e prometer que "esperaria por mim".
Desgraçado.
O asco vence. Eu me afasto da porta, cambaleando pelos corredores desertos da empresa. Corro até o banheiro, entro na última cabine e vomito. É um vômito amargo, violento, que faz meus abdominais doerem. Coloco tudo para fora. Fico ali, de joelhos no chão frio, tremendo.
Fecho os olhos e o filme da minha vida passam como um rastro de pólvora. Lembro do luxo que tínhamos antes, do golpe que destruiu a empresa do meu pai, do acidente que matou a minha mãe e o deixou incapacitado. Lembro do cheiro de mofo e umidade da favela para onde fomos depois, do frio que entrava pelas frestas das telhas. Lembro dos meus dedos calejados e descascando de tanto lavar vasilhas em um restaurante de frango frito para sustentar eu e minha irmã.
Eu venci a gravidade. Estudei sob a luz de velas quando a energia faltava, passei no ENEM, fiz estágio, me formei, fiz pós e abri a Zênite com a minha irmã. Eu alcancei o meu próprio céu, como diz meu nome, Sky. Mas a natureza é cruel: quanto maior o caminho percorrido, mais letal é a queda. E eu estou despencando agora, direto para o concreto.
Eu me sentia amada. Protegida. Minhas colegas diziam "ele é um fofo por te esperar", "um fofo por querer casar-se virgem". Ele não estava me esperando; ele estava se fartando com a carne da minha amiga e vai saber de quantas mais.
Caminho até a porta e penso em interromper. Mas... não.
— Vamos dar mais uma, que eu preciso ligar para a Sky e fingir que estou indo dormir... — a voz dele ecoa.
O som de carne batendo começa de novo.
Limpo a boca com as costas da mão, me lembrando do beijo que ele me deu mais cedo. Amanhã é o nosso casamento.
Pego o elevador e, quando as portas se fecham, eu finalmente desabo. Escorrego pela parede até o chão e deixo o soluço escapar. Choro tudo o que tenho para chorar.
POV: ROCCO BLACKWOODVoltei para casa depois da sessão com a Eleonora e, embora meu corpo devesse estar relaxado, minha mente parecia um canteiro de obras em dia de vistoria técnica. Dormi pouco, assombrado por vultos ruivos e cheiro de morango que eu não conseguia silenciar. No sábado, a reunião de alinhamento com as equipes foi um teste para a minha paciência. Cheguei na sala e vi a Sky — ou melhor, a Bittencourt — escorada no chão, tateando o carpete como se estivesse procurando o sentido da vida.— Deixou alguma moeda cair no chão? — perguntei, cruzando os braços e tentando manter o tom sarcástico para ver se ela reagia.Ela murmurou que sim, levantou-se com aquela dignidade ferida que só ela consegue sustentar e se retirou. Eu já tinha avisado o Nathan sobre a confraternização na Ambrosia à noite; sabia que ele precisava de um motivo para não explodir antes do almoço de domingo. A Sky não queria ir, mas eu insisti. Afinal, eu mudei a porra do DJ, a iluminação e a atração principa
POV/ ROCCOGozei na boca dela em um ápice violento que fez meus músculos travarem. Eleonora engoliu tudo sem hesitar, e o que escorreu pelos cantos dos lábios, ela limpou com o dedo, levando-o à boca com um sorriso vitorioso para mim. Dei um tapinha leve, mas firme, em seu rosto — um elogio silencioso pelo seu desempenho.Levantei-me da cama com a respiração ainda pesada e peguei a mordaça de bola no criado-mudo. Enfiei o acessório entre seus dentes com precisão, ajustando a fivela na nuca para silenciar qualquer som que não fosse o da minha própria vontade. Eu precisava do silêncio dela para tentar, inutilmente, calar o barulho que a ruiva fazia dentro da minha cabeça.Eu queria calar meus pensamentos e todas as vozes ao redor. Arrastei-a pela coleira e a posicionei na cadeira de aço, amarrando seus pulsos e tornozelos com tiras de couro até imobilizá-la de quatro em cima do móvel, com a bunda empinada para o teto.Passei a palma da mão por todo o seu corpo, sentindo o calor e a firm
POV: ROCCO BLACKWOODA sexta-feira foi um dia muito corrido. Passei o dia enterrado em plantas estruturais e resolvendo a logística da viagem para Natal. Minha cabeça latejava, mas eu não consegui evitar um desvio rápido pela enfermaria antes de encerrar o expediente.Parei na porta do quarto de novo. Sky estava dormindo, o rosto finalmente recuperando um pouco de cor. Fiquei ali apenas um minuto, observando o silêncio dela, antes de sair sem fazer barulho. Era irritante como aquele "investimento" ruivo ocupava espaço no meu radar sem nem estar acordada.À noite, eu estava terminando de ajustar o nó da gravata no escritório quando o Nathan entrou sem bater, parecendo um leão enjaulado.— Vamos logo para aquela porra de clube, Rocco. Eu preciso descarregar as energias ou vou ter um infarto.Olhei para ele pelo reflexo do espelho, arqueando a sobrancelha.— Descarregar as energias ou descarregar a raiva? Você está parecendo um vulcão prestes a explodir, Nathan.— Os dois. Eu preciso est
( Oie voltei-- ESTAVAM COM SAUDADES?---- COMO PEDIDO DE DESCULPA POR TER SUMIDO,UM CAP EXTRA GRANDE PARA VOCÊS.)POV: ROCCO BLACKWOODA semana ainda estava na metade e já tinham acontecido tantas coisas. Sentia meus nervos vibrando sob a pele, uma tensão que nem banhos gelados conseguiam dissipar. A transição para o cargo de CEO definitivo foi um processo burocrático do caralho, mas eu me preparei a vida inteira para isso.Despedir-me do meu tio Lorenzo no aeroporto não foi apenas um "tchau"; foi a concretização de que agora a porra da responsabilidade era toda minha. Senti o peso esmagador disso comprimindo meu peito. O Ravi sentiria falta dele, e por um segundo pensei que mandá-lo para Londres seria melhor, mas decidiria isso no futuro, quando a saúde do meu avô estivesse estável.— Obrigado por tudo, tio.— Por nada. Fiz o que seu pai gostaria — ele colocou a mão no meu ombro e apalpou, um gesto que me fez tencionar os músculos do trapézio. — O Christian vem na próxima semana te aj










Último capítulo