Mundo de ficçãoIniciar sessão"Eu o contratei para me vingar, mas acabei assinando minha própria sentença." Sky Bittencourt guardou sua virgindade por dez anos. Na véspera do casamento descobriu que seu noivo a traía com sua melhor amiga. Ela se vingou expondo o vídeo da traição no telão na igreja diante de todos, mas após, o vazio em seu peito pedia um anestésico. Em uma noite de fúria, ela decidiu que seu "des-casamento" merecia Gin e um gigolô. O que ela não sabia era que : O homem de olhos verdes e mãos possessivas não era um prostituto, mas Rocco Blackwood: o herdeiro do império que ela mais odeia no mundo, o mesmo responsável pela morte de sua mãe e pela ruína de seu pai. E é o seu novo chefe arrogante que ela detesta. Drogada pelo ódio e afundada em dívidas, Sky se vê sem saída e toma uma decisão desesperada: coloca seu corpo em um leilão de luxo no submundo do Ambrósia Club. Ela só não contava que seria comprada por um mestre misterioso que exige submissão total e o uso permanente de uma venda. Agora, Sky vive uma vida dupla perigosa. De dia, ela enfrenta a arrogância de Rocco Blackwood, o chefe que ela jura destruir. À noite, ela se entrega aos toques e ordens de um estranho que a domina no escuro. Ela odeia o homem que comanda sua carreira, mas está viciada no homem que governa seu corpo, sem imaginar que os dois são a mesma pessoa. Ela quer destruí-lo pelo que ele representa. Ele quer dominá-la, amarrá-la e possuí-la até que não reste nada de sua resistência. Quem cairá primeiro nessa estrutura de prazer, dor e ódio? Em um jogo de labirintos de concreto e desejos proibidos, quem cairá primeiro quando a verdade for revelada?
Ler maisPOV/ SKY— O que foi, meu amor? — O Rocco me puxou para o peito, me abraçando com força.— Me desculpa! — comecei a soluçar contra o pescoço dele, a respiração ficando curta, o coração disparado na garganta e a pele inteira arrepiada. — Me desculpa por tá fazendo isso com você! Era você que devia tá chorando aqui, não eu! O seu avô vai morrer, Rocco!Ele me apertou mais contra o corpo, passando a mão grande pelo meu cabelo e fazendo um carinho paciente nas minhas costas.— Sky, escuta aqui — sussurrou no meu ouvido. — Só existe você. Só você importa. Nada mais importa neste mundo. Talvez eu esteja sendo um fodido de um egoísta, mas eu te amo. Eu te amo mais do que eu me amo. Eu preciso de você para ser feliz. Eu necessito de você...A gente estava no topo do prédio, no andar mais alto da cobertura, onde barulho nenhum da rua deveria chegar.E aí, do absoluto nada, aconteceu uma coisa inacreditável.Mas, por algum milagre do universo ou surto coletivo do destino, o som abafado de um ca
POV/ SKY A voz saiu tão baixa que quase não reconheci. Rocco não fez piada. Não tentou me interromper. Não veio com nenhuma solução milionária, nenhum advogado, nenhum plano mirabolante. Apenas ficou me olhando. — De quê? Engoli em seco. — De gostar tanto de você. Ele ficou completamente imóvel. — Porque, se eu não gostasse... — minha voz falhou. — Se eu não estivesse apaixonada por você desse jeito ridículo, eu podia simplesmente mandar você ir para o inferno, mandar a Jussara ir para o inferno, mandar o seu avô, a sua família, as empresas, as ações e todo o resto para a puta que pariu e ir embora. Uma lágrima escorreu pela minha bochecha. — Mas eu gosto. Outra lágrima. — Eu amo você. Minha boca tremeu. — E eu quero ficar. Olhei para ele. — Só não faço a menor ideia de como fazer isso sem destruir a vida de alguém no processo. Rocco não respondeu imediatamente. Eu não estava pensando em fugir. Eu só estava ali. Esperando. Com a minha aliança brilhando no dedo,
POV/ SKY E não era um amor bonitinho, comportado, que cabia dentro de uma caixinha com laço. Era o tipo de amor que tinha entrado na minha vida de salto alto, derrubado os móveis, quebrado algumas paredes e agora estava sentado no meio da sala, olhando para mim com aqueles olhos verdes de filho da puta, como se não tivesse acabado de transformar minha existência numa novela mexicana de orçamento baixo. Eu amava o Rocco. Amava o homem. Amava a voz dele. Amava o jeito como ele dizia meu nome. Amava quando ele me chamava de meu amor. Amava o corpo dele. Amava a boca dele. Amava até aquela mania irritante de achar que conseguia resolver tudo no mundo simplesmente porque tinha dinheiro, influência e provavelmente um exército particular escondido em algum lugar. E, infelizmente, também amava a rola dele. Muito. Era um detalhe importante. Talvez não fosse o momento mais adequado para pensar no Big Black, mas meu cérebro claramente não estava recebendo orientação jurídica sobre
POV: SKY Do outro lado da sala, ele limpou a garganta. — A minha família e a família da Jussara querem que a gente se case. Levantei a cabeça do chão no mesmo segundo, fungando alto. — Tá vendo?! Eu falei que tinha experiência! Rocco franziu a testa. — Como assim experiência, Sky? — A minha família era amiga da família do Victor e queria que a gente se casasse! — apontei para ele, como se estivesse apresentando uma tese importantíssima em um tribunal. — E eu leio livros de época, Rocco! Eu sei como essas coisas funcionam! Se uma família é amiga da família da outra, alguém inevitavelmente aparece com um casamento, três cavalos e uma propriedade no interior! — Não tem cavalo nenhum. — Ainda! Ele piscou. — Sky... — Meu Deus do céu, em que mundo eu não sou corna?! — enfiei as mãos nos cabelos. — Eu nem sei se sou sua namorada, noiva ou o quê! Mas eu continuo corna. — É um jogo político — ele interrompeu, mantendo a voz calma. — É só para os negócios. A Jussara me pediu ajuda
Último capítulo