Mundo de ficçãoIniciar sessãoAntonella só queria uma vida digna. Trabalhava duro, juntava cada centavo, fazia horas extras sem reclamar... tudo por um único motivo: pagar a cirurgia de sua irmã. Mas o destino, cruel e imprevisível, a colocou diante de uma proposta indecente - e irrecusável. Khalid Al-Maktoum era o enigma por trás daquela oferta. Um sheik poderoso, frio e calculista, dono do luxuoso hotel onde Antonella trabalhava como recepcionista. Um homem marcado por guerras, traumas e segredos. Ele não acreditava no amor... só em posse, honra e submissão. E agora, queria Antonella. Como sua terceira esposa. Ela, luz. Ele, escuridão. Ela, esperança. Ele, um abismo sem fim. Dois mundos que jamais deveriam se tocar. Dois corações que juraram não se entregar. Mas quando o destino escreve, nem a honra, nem o medo, nem a dor... são capazes de apagar a força de uma paixão proibida.
Ler maisAntonella Qual o preço da sua felicidade? A felicidade não tem preço material, mas ela tem um alto preço físico e mental. Você precisa focar no seu objetivo, e não desviar do foco, saber onde quer chegar. E foi isto o que aconteceu comigo e com Khalid, juntos, passamos a enfrentar todos ao nosso redor, que eram contra a nossa felicidade. No ano da perda do seu pai, das suas esposas, e do nosso filho. Tiramos alguns meses, só nós dois, em um lugar deserto, onde somente os dois sabíamos onde estávamos. Foi magico, e Khalid tem sido perfeito desde sempre. Ele passou de um homem frio, para alguém carinhoso, obviamente muitas das regras machistas ainda estavam pelos Emirados, mas com o apoio de Khalid, comecei a ter voz em ideais para uma melhoria na vida das mulheres árabes. Não foi fácil, houve algumas rebeliões, mas conseguimos que meninas não fossem mais dadas em casamento ainda menores de idade, era lei que meninas também frequentasse escolas, o hijab em alguns Emirado
Antonella Qual o preço da sua felicidade? Porque tudo o que temos se desfaz, dissipa quando a morte chega? Passei os primeiros meses sem direção, precisei erguer-me, ou sucumbiria de vez. Eu sabia que não era somente pela morte do meu Bryan que eu estava assim. Envolvia, os sentimentos de todo esse percurso. Do início quando senti-me usada pela proposta, sem máscaras algumas, Khalid ofereceu-me um cargo de esposa troféu. E derrepente vi todo o meu mundo ao seus pés, respirando as areias do deserto árabe. Quando cheguei ao Brasil, ter o apoio da minha mãe, do meu pai, foi com toda certeza um dos motivos pela minha recuperação, voltar a ter uma comunicação com a minha irmãzinha, vê-la evoluir a cada semana, vendo todo o meu esforço valendo apena na sua recuperação. Khalid, insistia para que eu fizesse tratamento, no começo eu relutei, o que queria mesmo era ficar isolada, sozinha. Mas via que ia decaindo, dia após dia. Então aceitei o tratamento, a psicóloga fez um bom tra
Khalid — Não irei aceitar outro casamento, Mustafá, não insista! — exclamo irritado, já é a terceira vez que repito a mesma coisa, e se quer queria responder algo. Desde que Ella, se foi, eu só sobrevivo, um buraco fez-se presente dentro do meu peito, diferente das outras que tiveram o que mereciam, eu senti um peso saindo das minhas costas, carga que eu nem sabia que carregava. — Khalid, o nosso pai concorda, as nossas relações políticas não podem ser afetadas pelos seus sentimentos. — Não diga do que não sabe. — repreendo-lhe, desta vez saindo da minha cadeira, este escritório ficou pequeno demais para nós dois. — Sei que está enfeitiçado, feito um adolescente por aquela brasileira, mesmo que ela seja muito delic... — ele não terminou a frase, montei em cima do meu irmão, o pegando de surpresa, sem dar chance para que se defendesse, a nossa diferença de tamanho era pouca, e o nosso peso também, fazendo os nossos corpos tombarem para trás. Não poupei o meu punho em d
Antonella A muitas dores na vida, físicas, mentais, aquelas que você até sente o coração doer, mesmo sendo impossível, é um pedaço de você que se vai, deixando incompleto, o que ainda era pequeno e tinha só meses. Eu sabia que o meu filho era importante, e que eu o amava, desde que soube da sua existência, mas nada me preparou para saber que eu havia o perdido antes de pegar o seu pequeno corpo com vida. Eu demorei a entender, a reagir, a morfina por conta da cirurgia ajudava a deixarem-me quieta, mas a verdade é que eu não queria falar com ninguém, consegui isto por quase três dias. Khalid não saia do meu lado, e revezava com Silvia, Ninguém mais entrava neste quarto, o meu aborto não havia sido normal, a minha gestação estava saudável, e os exames comprovaram isso. Latifá, provavelmente disse que me deu chá, o Dr, conversava todas as coisas na minha frente, pois segundo ele, eu entendia, apenas não reagia, mas não foi o líquido que me causou um aborto, estava quase de
Antonella Curiosamente, Latifá gostava de vir na minha casa, trazia os seus chás e os seus biscoitos. Na primeira semana ela venho 3 dias, na segunda, 4 dias, ficando assim, por 2 meses consecutivos vindo até a minha casa de terça-feita, a sexta-feira. A menina era curiosa, e vinha acompanhada de Ranya algumas vezes, eu só tinha Silvia de companhia que havia arrumado um árabe pegue-te*, ela estava dedicando muito do seu tempo para mim, e meu Bryan, merecia um pouco de diversão. Bryan, não era um nome árabe, mas um nome nobre, forte e virtuoso. Generoso, preza pelo equilíbrio e harmonia do ambiente. O meu filho teria um futuro como o do pai, descobrir que teríamos um menino, não chocou a Khalid, a sua intuição já dizia que o seu herdeiro viria da minha barriga. Descobrimos na primeira ultrassom o sexo do nosso filho,Khalid não relutou ao meu desejo, vimos juntos, e emocionamos-nos com aquele ser se formando ainda, mas que tinha o espaço mais importante da minha vida.
Khalid — Você fez um ótimo acordo nesse casamento. — o meu irmão Mustafá, elogia, acabamos de sair de uma reunião com alguns presidentes que apoiaram o meu casamento com Latifá. — Pois saiba que não passa disto, um acordo. — os xiitas não precisam saber que eu não tocava em Latifá, mas pouco me importa se a minha família saiba. — Bem, ela é jovem, certamente vai ter tempo para isso. — ele fala despojado, sentindo-se em casa, na minha sala. Com o fim das guerras — ao menos por enquanto— podemos respirar melhor nas últimas semanas, os xiitas já convocaram uma nova reunião, para fazermos algumas alterações nas cadeiras do nosso planetário. Como o meu sogro, Faruk, poderia ocupar um lugar de respeito no senado, eu não o deixaria com as asas, muito aberta. — Não tenho interesse nela. — Claro, você está enfeitiçado por aquela brasileira. — ele fala com deboche. — É melhor não colocar Antonella no meio disto. — alerto no meu tom de voz, fechando ainda mais a minha expressão,





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