Mundo de ficçãoIniciar sessãoBabi, uma jovem de 21 anos, luta para sobreviver trabalhando como garçonete. Precisando de dinheiro, ela se torna uma sugar baby para Yanek Kovalev-Harris, um bilionário charmoso e misterioso. À medida que se envolve com ele, Babi precisa decidir se está disposta a arriscar seu coração em troca de uma vida mais luxuosa.
Ler maisA caneca de café quase escorregou da minha mão quando o cliente ranzinza da mesa 4 resmungou outra reclamação.
— Moça, eu pedi esse café com menos açúcar! Quer me matar de diabetes? Forcei um sorriso enquanto pegava a xícara de volta. — Claro, senhor. Vou trazer outro pra você. Me virei com um suspiro e caminhei até o balcão, onde Zoe terminava um pedido. Quando nossos olhares se encontraram, revirei os olhos, e ela teve que morder o lábio para não rir. — Mais um reclamão? Ela perguntou, balançando a cabeça. — O de sempre. Respondi, despejando o café na pia com um pouco mais de agressividade do que o necessário. Meu celular vibrou no bolso do avental. Puxei-o com um pressentimento ruim e, quando vi o nome do senhor Vasquez, meu senhorio, um frio percorreu minha espinha. Com um suspiro, abri a mensagem. Vasquez: Babi, o aluguel tá atrasado. Preciso desse dinheiro até sexta, senão vou ter que procurar outro inquilino. Nada pessoal. Fechei os olhos por um momento. O dinheiro do aluguel? Tinha evaporado quando precisei comprar uma geladeira nova no mês passado. A antiga simplesmente desistiu da vida, e viver sem geladeira estava fora de questão. O que diabos eu ia fazer agora? — Terra chamando Babi? Zoe estalou os dedos na frente do meu rosto. — Nada, só… problema com o aluguel. Enfiei o celular no bolso e peguei o novo café para o cliente chato. — Ih, grana curta? Você sempre dá um jeito. Eu desejei que fosse verdade. … Depois do expediente, saímos juntas, aproveitando a brisa da noite. Enfiei as mãos no bolso do meu casaco surrado enquanto olhava para Zoe, que usava uma jaqueta nova e aparentemente cara. — Ei, de onde você tirou essa jaqueta? Perguntei, franzindo o cenho. — A gente trabalha no mesmo lugar e eu sei que esse salário não dá pra luxos assim. Ela hesitou por um momento antes de suspirar. — Você promete que não vai julgar? Ergui uma sobrancelha. — Depende. Você tá vendendo órgãos no mercado negro? Zoe deu uma risada. — Não! Mas… tô fazendo um negócio bem lucrativo. — Zoe… — Tá bom, tá bom. Eu sou sugar baby. Pisquei. — O quê? — Você sabe… um site de homens ricos, dispostos a bancar uma garota em troca de companhia, diversão, essas coisas. Arregalei os olhos. — Você tá falando sério? — Sim! E antes que você tire conclusões erradas, nem sempre envolve sexo. Alguns só querem companhia, alguém pra conversar, sair… e o dinheiro é ótimo. Eu processei aquilo em silêncio, enquanto o aviso do senhor Vasquez ecoava na minha mente. Eu precisava de dinheiro. Rápido. Mas eu estaria disposta a entrar nesse mundo? Ainda estava digerindo aquela informação enquanto caminhávamos pela calçada iluminada pelos postes amarelados. — Você tá falando sério? Tipo… você sai com esses caras e eles simplesmente te pagam? Zoe riu, ajeitando a alça da bolsa no ombro. — Exatamente. Às vezes é só um jantar, às vezes uma viagem, e às vezes… algo mais, se eu quiser. Mas a escolha é sempre minha. Franzi a testa. — E são… como? Digo, os caras? — Ricos, charmosos, generosos. Ela enumerou nos dedos. — Mas na maioria das vezes, mais velhos. Tipo… acima dos 40. Fiz uma careta. — Acima dos quarenta? Tipo, idade pra ser meu pai? — Ah, para! Nem todo mundo envelhece mal, viu? Alguns são super atraentes. Além disso, eles sabem tratar bem uma mulher. Nada de dividir conta, nada de joguinhos. É tudo direto e claro. Fiquei em silêncio por um momento, pensando. — E eles pagam bem? — Muito. Zoe sorriu, orgulhosa. — Além do dinheiro, ainda ganhei essa jaqueta, um iPhone novo e um fim de semana em um resort de luxo. Tudo isso só por ser agradável e fazer companhia. Soltei um suspiro longo. Eu mal conseguia pagar o aluguel, enquanto Zoe andava por aí cheia de presentes e viagens. Chamamos um Uber e entramos no carro, continuando a conversa enquanto o motorista seguia pela cidade. — Olha, eu sei que parece um choque no começo. Zoe disse, olhando para mim com curiosidade. — Mas pensa bem. Você já tá servindo gente chata o dia inteiro por um salário ridículo. Pelo menos esses caras te tratam bem. Mordi o lábio inferior. Eu não conseguia negar que a ideia parecia tentadora. O carro parou em frente ao prédio antigo onde eu morava. Saí do carro, e Zoe acenou antes de o motorista arrancar. Fiquei parada por um momento, observando as luzes da cidade ao longe, antes de soltar um suspiro pesado e subir as escadas rangentes até meu pequeno apartamento. A cada degrau que eu subia, as palavras de Zoe ecoavam na minha mente. “Dinheiro fácil.” “Homens ricos que sabem tratar uma mulher.” Mas outra voz, mais suave e distante, também estava ali. A voz da minha mãe, que já não estava mais aqui. Eu podia imaginar a expressão desapontada da mulher que passou a vida ensinando a importância de trabalho duro e honestidade. Joguei a bolsa no sofá e me joguei ao lado dela, encarando o teto descascado. Eu estava desesperada. Mas até onde eu estaria disposta a ir para resolver isso?Yanek cola o peito em minhas costas nuas. O peso do seu corpo, a firmeza dos seus músculos e o volume enorme da sua ereção pressionando contra a fenda da minha bunda me fazem soltar um gemido que reverbera na parede de pedra. — Você quer isso, Babi? A voz dele é um trovão baixo, vibrando diretamente na minha nuca. — Quer que eles vejam o quanto você é minha? Gemo baixinho. — Quero. Respondo, minha voz falhando, carregada de um desejo que eu nem sabia que era capaz de sentir. — Por favor, Yanek. Agora. Ele não me faz esperar. Sinto suas mãos grandes subirem pelas minhas coxas, levantando o tecido fino do meu vestido até que ele esteja amontoado na minha cintura. O ar frio da sala atinge minha pele exposta apenas por um milésimo de segundo antes que ele agarre minhas nádegas com uma possessividade que me faz cravar as unhas no mármore. Com um movimento ágil, ele se livra do restante de sua calça. Ouço o som do zíper e o baque surdo do tecido caindo no chão. Então,
Yanek ainda segurava meu rosto quando disse que estava tudo bem. Que eu podia relaxar. Que ninguém ali iria interferir. Por um segundo fiquei apenas olhando para ele, tentando decidir se meu corpo estava reagindo por causa da champanhe, do ambiente ou simplesmente por causa dele. Talvez fosse tudo junto. Atrás de Yanek, o trio continuava no sofá. A mulher de vestido dourado agora estava sentada no colo do homem, as pernas cruzadas ao redor da cintura dele rebolando lentamente enquanto de olhos fechados sentindo o prazer, sussurrava algo em seu ouvido. A outra mulher estava ao lado, passando os dedos pelo braço dele, às vezes inclinando-se para beijar o pescoço da primeira e abrindo o zíper do seu vestido. Era uma cena íntima. Quase hipnótica. E eles não pareciam se importar em serem observados. Um dos olhares voltou para nós. Meu estômago deu uma pequena volta. Yanek percebeu. — Está tudo bem. Eles também gostam de serem observados assim. Repetiu ele em voz baixa. A
Yanek ainda estava muito perto quando voltou a me beijar.Dessa vez o beijo não teve a mesma calma do anterior.Havia mais urgência.Mais calor.A mão dele deslizou novamente pelas minhas costas, desta vez com mais intenção, os dedos percorrendo minha pele devagar até alcançar o zíper do vestido.Meu coração acelerou imediatamente.— Yanek… Murmurei contra os lábios dele.Mas ele já estava abrindo.O som suave do zíper descendo pareceu absurdamente alto para mim, embora ao nosso redor a música e as conversas continuassem normalmente.Meu corpo reagiu na mesma hora. Um arrepio percorreu minha coluna quando o tecido se abriu um pouco mais, expondo a pele das minhas costas e a alça do sutiã.Afastei um pouco o rosto e olhei ao redor.Foi quando percebi.Não estávamos completamente sozinhos naquele canto.Havia três pessoas próximas.Um homem e duas mulheres.Eles estavam encostados em um sofá baixo, cada um com uma taça de champanhe na mão. As máscaras que usavam eram mais elaboradas qu
Seguimos em direção ao bar, atravessando o salão principal novamente. Quanto mais eu observo mais detalhes surgem. O som de conversas elegantes misturado à música suave, o brilho das taças de cristal, o perfume caro que parece pairar no ar.Era como entrar em outro mundo.Um mundo onde tudo parece mais sofisticado, mais secreto.O bar é enorme, iluminado por uma parede inteira de garrafas que refletem tons dourados e âmbar. Algumas pessoas estão sentadas em bancos altos conversando discretamente, outras apenas observam o movimento do salão.Yanek apoia o braço no balcão.— Champanhe. Pediu ao bartender com naturalidade.O homem assentiu e logo começou a preparar duas taças.Enquanto esperávamos, olhei ao redor novamente.Algumas pessoas conversavam animadamente. Outras pareciam simplesmente observar. E, por algum motivo, senti que alguns olhares passavam por nós com mais atenção do que o normal.Talvez fosse impressão minha.As taças chegaram.Yanek pegou uma e me entregou a outra.
Último capítulo